terça-feira, 23 de junho de 2015

Refletindo o papel do professor à luz dos textos: O mal-estar docente e O educador: formação e ação.


              A discussão que envolve a figura do professor no processo ensino-aprendizagem tem levado as pessoas a pensarem se, de fato, esse profissional ainda continua sendo importante ou se não está obsoleto diante das novas formas de aprendizagem advindas com o crescente desenvolvimento tecnológico.
              Existe uma gama de trabalhos publicados que buscam apresentar considerações importantes sobre essa questão. Entre esses, os artigos O mal-estar docente e O educador: formação e ação levam os leitores a uma análise do papel do educador e apontam, fundamentados em pesquisadores importantes, os caminhos que esse profissional deve trilhar para que continue sendo essencial na formação do educando.
            Esse texto, portanto, irá retratar as ideias contidas nos artigos acima citados, considerando os pontos de vista de seus autores.
            Em meio ao burocratismo escolar, o professor tem se sentido sufocado pelas cobranças cada vez maiores e a amplitude de sua função. Hoje, não cabe ao professor somente preparar suas aulas, ministrá-las e cuidar da disciplina da sala de aula, mas lidar com as dificuldades de alunos que apresentam deficiência na aprendizagem incluídos em sua sala de aula e procurar fazer com que esses alunos aprendam. Além disso, precisam dar conta das novas orientações da área incluídas no conteúdo de sua disciplina, trabalhar com as questões ambientais, fazer uso das novas tecnologias, elaborar projetos e desenvolvê-los junto aos alunos, sem deixar de considerar a aprendizagem que, em muitas escolas, está voltada para o atendimento dos resultados das avaliações externas.
            Além de tudo isso, o professor vive a angústia de lidar com uma discussão que permeia a permanência ou não desse profissional no ambiente escolar, uma vez que há múltiplas formas de aprender que não estão, diretamente, ligadas à mediação do professor.
            Alguns pontos presentes no texto “O educador: formação e ação” merecem ser destacados, quando nos referimos ao novo status do professor:
Ø  “A função do professor ainda é primordial para o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade” (LIBÂNEO). Nessa perspectiva, o autor aponta para a significância da figura do professor e do seu papel na formação do educando e, consequentemente, na transformação social.
Ø  É preciso formar um “novo docente e uma nova escola” ajustados à realidade atual. Nesse sentido, não apenas o professor, mas a escola também precisa passar por mudanças.
Ø  “O novo educador, por sua vez, longe de estar acuado diante da tecnologia, fará dela um instrumento fundamental de pesquisa e ensino: suas aulas serão mais ricas e instigantes”. Portanto, a tecnologia passa a estar a serviço do professor não contra ele. Porém, é preciso que esse novo professor se adeque a essa realidade.
Ø  O professor precisa “estimular a criação de conhecimento, deve ajudar na reflexão”. Para tanto, ele precisa unir teoria e prática, uma vez que uma está atrelada a outra e vice e versa.
Ø  “O professor não pode limitar-se à reprodução do já sabido, do já conhecido”. Aqui é apresentada a necessidade de o professor estar constantemente se reciclando, estudando e buscando novos conhecimentos.
Ø  “(...) o novo educador é aquele que reconhece o seu papel político, a dimensão política da educação, e a interioriza como profissional e como sujeito, refletindo-a através da sua práxis” (PAULO apud CANDAU). O professor não pode omitir-se do seu papel político e isso tem que fazer parte da sua prática docente.
Ø  “O professor tem que estar em condições de sempre se atualizar e, ao mesmo tempo, saber acompanhar a trama dinâmica da vida social (...) para formar estudantes e professores comprometidos com ideais emancipadores (LEAL apud LINHARES e LEAL). Novamente é apresentada a necessidade de o professor procurar atualizar-se para colaborar na formação de um novo aluno.
      Esses pontos permitem uma reflexão sobre o professor e seu papel frente às transformações pelas quais a sociedade está passando e apontam para a necessidade de um novo profissional: mais completo, mais envolvido com as questões sociais e mais importante na formação do aluno.
      Por esses vários motivos, concordamos com os autores e reafirmamos a importância do professor para uma sociedade mais justa, mais humana e menos excludente.

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